Mapeamento de nascentes e rede de drenagem com o QGIS - Projeto BridgingVALUES

Published: 1 May 2026| Version 1 | DOI: 10.17632/3rnfgy6jd8.1
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Description

O presente mapeamento foi desenvolvido no contexto do projeto internacional BridgingVALUES (https://www.bridgingvalues.ch/), que investiga como políticas e estratégias globais de conservação da biodiversidade impactam territórios locais, considerando que esses efeitos variam entre diferentes regiões do mundo. O projeto teve por objetivo analisar como valores, conhecimentos e relações de poder influenciam a conservação da natureza e a distribuição de benefícios entre os atores envolvidos. Para isso, adotou uma abordagem participativa e interdisciplinar, com estudos de caso em seis países, incluindo o Brasil. No Brasil, o estudo foi realizado no mosaico de áreas protegidas do Boqueirão da Onça, Bahia, onde diferentes interesses, como conservação ambiental, comunidades locais e projetos de desenvolvimento, interagem e geram desafios para uma governança mais justa e equitativa. A pesquisa envolveu oficinas, mapeamento de atores e construção coletiva de soluções, buscando entender conflitos, identificar caminhos futuros e propor ações que conciliem conservação da biodiversidade com equidade social. A geração da rede de drenagem e nascentes para a área de estudo do projeto foi elaborada a partir de uma demanda das oficinas realizadas com atores locais. A partir do projeto do QGIS intitulado “Mapeamento_nascentes”, disponibilizado no arquivo "Dados_espaciais_nascentes_drenagem.zip", é possível visualizar a rede de drenagem e nascentes elaboradas a partir do MDT com um nível de detalhe menor (nível 7); rede de drenagem e nascentes elaboradas a partir do MDT com um nível de detalhe maior (nível 6); rede de drenagem e nascentes geradas pela FBDS; e rede de drenagem obtida a partir da base cartográfica do IBGE. O arquivo "Resultados e referências.pdf" possui algumas imagens dos resultados gerados no QGIS. Os metadados com a fonte das camadas disponibilizadas no projeto do QGIS podem ser acessados no arquivo "Metadados_nascentes_e_drenagem.xlsx". É importante salientar que os dados aqui apresentados necessitam de uma verificação em campo e devem ser utilizados apenas como apoio às pesquisas e tomada de decisão. Por ser um método automático em SIG que considera apenas parâmetros de elevação para geração da drenagem e nascentes, os resultados podem indicar falsos positivos ou ter imprecisões na localização das nascentes.

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Steps to reproduce

As redes de drenagem e nascentes foram geradas a partir de um Modelo Digital de Terreno utilizando os softwares QGIS e o SAGA GIS (CONRAD et al., 2015) dentro do QGIS. Uma rede de drenagem é entendida como um “conjunto de canais de escoamento interligados formando a bacia de drenagem, definida como uma área limitada por divisores que vertem toda a sua água para os rios que a drenam” (Fontes, 2010, p. 48). Já uma nascente é definida como um “floramento natural do lençol freático que apresenta perenidade e dá início a um curso d’água” (Água para o futuro, [201-], p. 3). Para geração das nascentes e rede de drenagem, foi utilizado o Modelo Digital de Terreno (MDT) denominado Global Ensemble Digital Terrain Model 30m - GEDTM30 de Ho e Hengl (2025). Após a importação dos dados no QGIS, o MDT foi recortado considerando uma área maior do que a área de estudo para evitar erros na geração dos dados nas bordas. O MDT foi reprojetado para a projeção policônica (5880) e depois foi utilizada a ferramenta “Fill sinks (wang & liu)” do SAGA GIS para corrigir possíveis depressões ou buracos no MDT. Posteriormente, foi utilizada a ferramenta “Channel Network and Drainage Basins”, também do SAGA GIS, para obter a rede de drenagem e as junções (que incluem nascentes) a partir do MDT. Foram geradas algumas versões considerando os limiares de 6 a 8, que influenciam em uma maior ou menor densidade de drenagens, respectivamente. Os resultados foram analisados sobrepondo-os à imagem de satélite e dados de hidrografia de bases cartográficas da ANA e IBGE. Os dados de drenagem e junções foram então recortados com base no limite da área de estudo e foram selecionados apenas os pontos das junções que indicam nascentes (de nome "spring" na tabela de atributos do dado gerado). Também foram baixados dados de nascentes e drenagens do mapeamento da Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável referente aos biomas brasileiros, realizado com imagens Planet na escala de 1:20.000 (FBDS, [201-]) para o bioma Caatinga, como um dado alternativo ao gerado pelo processamento do MDT. Por fim, também foram utilizados dados de drenagem da base cartográfica do IBGE de 2023. Após a obtenção dos dados, foi organizado um projeto no QGIS, com alteração de simbologia e inclusão de base cartográfica, possibilitando a visualização das drenagens e nascentes geradas ou obtidas de fontes secundárias, além de outros dados de referência. Referências: consultar arquivo "Resultados e referências.pdf".

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