Difração de raios X e fluorescência de amostras de solo- Sub-bacia Ribeirão Lajeado, Tocantins, MATOPIBA- Brasil

Published: 5 November 2025| Version 1 | DOI: 10.17632/7z7x3f8pgd.1
Contributor:
Simonní Furtado

Description

Para uma compreensão abrangente das características e limitações dos Plintossolos, adotou-se uma abordagem metodológica integrada que articula análises texturais, medições de densidade de partículas e propriedades hidráulicas, aliadas à caracterização mineralógica pela difração de raios X (DRX) e análise elementar pela espectrometria de fluorescência de raios X (FRX). Essa combinação de técnicas permite estabelecer relações entre atributos físicos, químicos e estruturais do solo, oferecendo subsídios consistentes à avaliação de sua funcionalidade hidrológica (Wischmeier; Smith, 1978).

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Para as análises de DRX foram separadas alíquotas de 20 g das amostras deformadas, conforme a respectiva profundidade de coleta. Esse material foi primeiramente secado em estufa a 40 °C por um período de 24 horas, obtendo-se a terra fina seca ao ar (TFSA). A TFSA foi passada por peneiras com malhas de 45 µm. Em seguida, foram separados aproximadamente 10 g do material peneirado para cada camada de solo analisada (0–10, 10–20, 20–30 e 30–40 cm). O equipamento de DRX utilizado foi o difratômetro de raios X da marca Rigaku, modelo Ultima IV. Os difratogramas foram obtidos com radiação de CuKα (λ=1,54 Å) utilizando a geometria Bragg-Brentano (θ-2θ) coletados entre 30 e 85° em modo contínuo com velocidade de 1°/min. Nos difratogramas foram identificados e marcados os picos de maior intensidade ao longo do eixo 2θ, que representa o ângulo de difração dos raios X. Pela equação de Bragg, foi possível calcular os espaçamentos interplanares (d) correspondentes a cada pico (Equação 4.1). Com esses valores, foram determinados os planos cristalinos associados a cada mineral presente. A análise de DRX permitiu a identificação preliminar dos prováveis minerais nas amostras, com base nos picos mais intensos observados. Para a identificação mineralógica, os espaçamentos interplanares (d) (Equação 4.1), foram comparados com os valores de referência das reflexões características dos minerais comumente encontrados em amostras de argila. Para a análise por FRX foram utilizados aproximadamente 2 g da TFSA macerada em almofariz de ágata e peneirada em malha de 45 µm. As amostras foram analisadas em triplicata (n=3) para cada camada do solo (0–10, 10–20, 20–30 e 30–40 cm). As análises foram realizadas em espectrômetro de fluorescência de raios X por dispersão de energia (EDXRF), modelo SHIMADZU EDX-720. As medições ocorreram em atmosfera ambiente, abrangendo dois intervalos de energia: de sódio a escândio (Na–Sc) e de titânio a urânio (Ti–U), com tempo de leitura de 100 segundos para cada faixa. Os procedimentos seguiram os protocolos estabelecidos nos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) do Laboratório de Física Aplicada a Solos e Ciências Ambientais (FASCA), da Universidade Estadual de Ponta Grossa. A partir da FRX foi realizada uma análise semiquantitativa dos elementos químicos presentes nas amostras de solo para cada profundidade estabelecida. Os resultados obtidos foram expressos na forma de óxidos e normalizados de forma que o somatório dos elementos identificados totalizasse 100%. É oportuno salientar que enquanto a DRX se destaca como sendo uma técnica que possibilita a identificação dos minerais, a FRX é uma técnica que permite mensurar e identificar os elementos químicos presentes nas amostras (Pevear, 1999).

Institutions

  • Universidade Estadual de Ponta Grossa - Campus Uvaranas
  • Instituto Federal de Educacao Ciencia e Tecnologia do Tocantins

Categories

Applied Sciences, Natural Sciences

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