Evaluation of the Transformation Process of Home-Used Insulin Pens into Recyclable Plastic

Published: 3 October 2025| Version 1 | DOI: 10.17632/vh6689wzzw.1
Contributors:
Luis Fernando Costa Pereira, Carla Regina de Souza Teixeira, Flavia Candido Ribeiro dos Santos

Description

A implementação de práticas de segregação e destinação adequada dos resíduos sólidos gerados pelo tratamento do Diabetes Mellitus (DM) demonstrou impactos relevantes na sustentabilidade e na gestão de insumos em saúde. A estratégia de separar plásticos recicláveis não contaminados reduziu custos relacionados ao transporte e descarte em aterros sanitários, além de contribuir para a diminuição da poluição ambiental. Durante o estudo, foram acompanhados 28.529 pacientes cadastrados em unidades de saúde, dos quais 6.897 (24,17%) utilizavam canetas de insulina fornecidas pelo sistema público. Em três meses, distribuíram-se 39.898 canetas de insulina e 164.378 agulhas descartáveis. Após capacitação dos profissionais de saúde, que atuaram como multiplicadores junto aos usuários, observou-se a devolução de 8.291 canetas (20,78% do total), equivalentes a 132 kg de plástico reciclável. A desmontagem permitiu quantificar os componentes em quilogramas, fornecendo indicadores precisos sobre o perfil dos resíduos recicláveis. Esse processo favoreceu o monitoramento da magnitude dos insumos descartados e a avaliação da efetividade das práticas de descarte. Na etapa de revalorização, os 132 kg coletados foram enviados à recicladora DI-ON. Do total, 12 kg (9,09%) correspondiam a Poliestireno, não reaproveitado devido à ausência de equipamentos adequados. Os 120 kg restantes eram compostos predominantemente por Polietileno de Alta Densidade (PEAD) e Polietileno de Baixa Densidade (PEBD), materiais que, por estarem limpos e livres de contaminação biológica, dispensaram a etapa de lavagem, reduzindo consumo de água e energia. Após trituração e compatibilização com Polipropileno (PP), o material foi submetido à extrusão em temperaturas entre 220 °C e 270 °C, resultando em 114 kg de polímero reciclado. Os resultados evidenciam o potencial da reciclagem de dispositivos utilizados no tratamento do DM como alternativa para minimizar impactos ambientais, otimizar custos operacionais e ampliar indicadores de gestão de resíduos em serviços de saúde. A experiência reforça a viabilidade da integração entre práticas de saúde e políticas ambientais, contribuindo para modelos de manejo sustentável aplicáveis a outras áreas do setor. Palavras-chave: resíduos sólidos em saúde; reciclagem de plásticos; sustentabilidade; diabetes mellitus; gestão ambiental.

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  • Universidade de Sao Paulo

Categories

Diabetes, Governmental Policy Initiative Designed to Promote Implementation of Circular Economy, Diabetes Mellitus Practice

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